sexta-feira, 3 de junho de 2016

Hipertensão arterial


A hipertensão arterial é um problema que anda afetando constantemente a vida dos Brasileiros. A pressão alta é caracterizada pela elevação dos níveis tensionais no sangue. Ela normalmente é acompanhada da obesidade. Existem três estágios para se definir a hipertensão.

  • Estágio I: hipertensão acima de 140 por 90 e abaixo que 160 por 100
  • Estágio II: hipertensão acima de 160 por 100 e abaixo de 180 por 110
  • Estágio III: hipertensão acima de 180 por 110.


A hipertensão normalmente é herdada dos pais, já que em 90% dos casos, é esse o motivo para o desenvolvimento da doença. Ela também pode ser causada por distúrbios da tireoide ou em glândulas endocrinológicas. Existem alguns fatores que podem elevar o índice de chances de se desenvolver a doença que seriam: o fumo, obesidade, estresse, consumo de bebidas alcoólicas, diabetes, sono inadequado e dentre outros. Essa doença não possui cura, mas pode ser tratada e controlada desde que o paciente siga corretamente as indicações de seu médico. Atividades físicas e evitar alimentos gordurosos são alguns dos tratamentos que podem ser indicados para hipertensos. Para se prevenir, evite o sedentarismo e mantenha uma alimentação saudável.




Fonte:

Farmacêutico em Análises Clínicas

Para que serve ,  exames clínicos laboratoriais ???
Bom para começar esse post vamos explicar o que é os Exames Laboratoriais .
Os exames laboratoriais são um conjunto de exames pré definidos pelo médico, após realizado uma consulta, são realizados em laboratórios de análises clínicas visando um diagnóstico ou servindo apenas como chek-up. Sua principal função é de prevenção mas muitas vezes ele serve para tratar, diagnosticar, acompanhar paciente e coletar dados epidemiológicos, desta forma prevenindo e diagnosticando o paciente de doenças e estabelecendo muitas vezes o tratamento a ser seguido pelo médico, pois quando bem realizados colaboram bastante no diagnóstico de várias patologias.
A análise clínica dos exames é feita por profissionais como farmacêuticos, biomédicos, bioquímicos e médicos, todos supervisionados e avaliados para que tudo seja executado de maneira eficaz e segura. O profissional faz a coleta do material que será analisado e finaliza com a emissão de um laudo diagnóstico, o qual será apresentado ao médico para que ele interprete e dê o diagnóstico ao paciente.
A validade do exame laboratorial é curta e exemplifica o que está ocorrendo com nosso corpo no dia do exame, por isso o exame perde a validade quando feito em um dia e levado após 1 mês ao médico.
Os exames médicos de rotina são uma forma de diagnosticar doenças precocemente e a detecção precoce de determinados sinais de uma doença no seu estado inicial pode ser decisiva para que o tratamento seja eficaz.



Qual a Importância do Farmacêutico nessa área ??

Uma das mais importantes áreas de atuação do farmacêutico é o setor de Análises Clínicas e Toxicológicas. O farmacêutico atua na realização de exames laboratoriais e toxicológicos; pesquisa e extensão na área de análises clínicas e toxicológicas; gerenciamento de laboratórios; planejamento e gestão em serviços farmacêuticos no setor; atuação como docente em farmácia bioquímica clínica; magistério superior; assessoria e consultoria em análises clínicas e na área de garantia da qualidade em laboratórios clínicos, além da citopatologia.

A área de Análises Clínicas e Toxicológicas é um setor que exige dos responsáveis técnicos  farmacêuticos dos laboratórios muita responsabilidade e ética no cumprimento de seus deveres. A RDC n° 302 da ANVISA traz em seu texto normas que obrigam aos profissionais responsáveis por serviços de análises a prestarem serviços com qualidade evitando concorrência desleal. Para que isso ocorra é necessário a atualização permanente de seus conhecimentos técnicos e na gestão de qualidade.

Os farmacêuticos formados, de acordo com a Resolução 04/69, do Conselho Federal de Educação (CFE), com habilitação em Farmácia Bioquímica, estão aptos ao exercício das análises clínicas, sem necessidade de especialização para o título de farmacêutico-bioquímico, pois a normativa regulatória já o contempla. 

A atuação do farmacêutico em análises clínicas ainda possibilita ser responsável por um laboratório e toda a sua estrutura. Cerca de 50% dos laboratórios hoje são de propriedade de um farmacêutico, segundo dados do Cadastro Nacional de Estabelecimentos em Saúde do Ministério da Saúde.



Quais os conhecimentos são indispensáveis para exercer a função:

• química analítica e instrumental;
• conhecimento dos líquidos biológicos e derrames (urina, líquido cefalorraquidiano, esperma, por exemplo);
• parasitologia básica e clínica;
• micologia básica e clínica;
• citologia e citopatologia;
• biologia molecular;
• microbiologia básica e clínica;
• imunologia básica e clínica;
• endocrinologia básica e clínica;
• controle interno e externo da qualidade laboratorial;
• fisiologia humana;
• toxicologia ocupacional;
• toxicologia forense e toxicologia ambiental;
• bioquímica básica e clínica;
• hematologia clínica e suas subclasses.

Segue um breve video explicando função do profissional e como funciona o Laboratório de Análises Clínicas:




quinta-feira, 2 de junho de 2016

Com SAÚDE não se brinca!


A incompetência de muitos profissionais da saúde infelizmente ainda é bem visível. Ao contrário de um atendimento bem sucedido com respostas e ajudas que nos possibilitam a melhora de nossa saúde, apenas aumentam o caos de desinformações e revoltas diante de situações precárias. Pode-se ver também, que além de profissionais incapacitados, o número de pessoas que buscam diretamente o medicamento antes mesmo do médico, é muito grande, achando que ao se automedicarem estarão "resolvendo" tal problema.

Vemos os problemas mostrados no vídeo, como se fosse algo normal, mas que na verdade se trata da SAÚDE de um indivíduo. Farmácias irregulares, esbanjando medicamentos em prateleiras como se fossem alimentos. Médicos prescrevendo medicamentos de forma incorreta com letras ilegíveis, como se o cidadão e o profissional farmacêutico fossem obrigados a decifrar. Farmacêuticos incapacitados de exercer sua função, sem mesmo conhecer determinado fármaco.

São diversos os erros que encontramos, que aos poucos vão se resolvendo, mas que ainda falta muito a resolver, pois o que está em jogo, é a saúde, o sucesso, a VIDA.





Fonte:

segunda-feira, 30 de maio de 2016

"Pilúla do Câncer" Fosfoetanolamina Sintética

Podemos definir o câncer como uma doença caracterizada pelo crescimento desordenado de células. Essa ocorrência origina tumores malignos, que podem espalhar-se por diversas partes do corpo. Existem mais de 100 tipos diferentes de câncer, alguns de tratamento rápido e outros de tratamento relativamente complicado.
Diante dos números crescentes de ocorrência dessa doença, principalmente em razão do aumento de hábitos pouco saudáveis, é frequente busca por novos tratamentos. Tradicionalmente as técnicas mais utilizadas são cirurgia, radioterapia e quimioterapia. Recentemente um novo tratamento surgiu e ganhou atenção em todo o Brasil: a fosfoetanolamina sintética.


O que é a fosfoetanolamina sintética?

A fosfoetanolamina sintética, também chamada de “pílula do câncer”, é uma substância que foi desenvolvida pelo pesquisador Gilberto Chierice, da Universidade de São Paulo (USP), do campus de São Carlos. O pesquisador responsável pela pílula afirma que ela atua em diferentes tipos de câncer, o que levou a uma grande busca pelo produto.
Vale destacar, no entanto, que, apesar da afirmação de eficácia, não foram feitos estudos clínicos controlados em seres humanos, e a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) não autorizou a produção da substância, que não pode ser, portanto, chamada de medicamento. Ao começar a distribuição, os pesquisadores possuíam apenas os resultados de estudos feitos em camundongos.

Qual é a importância de estudos científicos sobre a ação da fosfoetanolamina em humanos?

Apesar de ter sido distribuída por mais de 20 anos pela USP, a substância não foi testada cientificamente em seres humanos. Isso significa que não se sabe se há riscos em relação ao uso do produto e se a “pílula do câncer” é realmente eficaz.
Muitas pessoas, no entanto, afirmam que, por ser usada em pacientes terminais, a pílula seria como uma última tentativa na luta contra a doença. Porém, devemos sempre ter em mente que um produto que os seus efeitos colaterais não são conhecidos pode trazer dor e maior sofrimento aos pacientes. Sendo assim, não é porque uma pessoa encontra-se em estado terminal que devemos expô-la a riscos.

Quais foram os resultados dos testes iniciais com a fosfoetanolamina sintética?

No dia 18 de março de 2016, os primeiros resultados de testes in vitro com fosfoetanolamina sintética foram apresentados e demonstraram pouca eficiência. O primeiro problema diz respeito à concentração de fosfoetanolamina na cápsula, que era menor que o esperado. Observou-se também a presença de compostos que não deveriam estar presentes. Os componentes encontrados foram água, monoetanolamina protonada, fosfobisetanolamina e fosfatos de cálcio, magnésio, ferro, manganês, alumínio, zinco e bário.
Além da quantidade baixa da substância e da composição incorreta, observou-se que a fosfoetanolamina não apresentou atividade citotóxica (capacidade de destruir as células cancerígenas) nem antiproliferativa (capacidade de impedir que as células multipliquem-se). A única substância que apresentou atividade contra as células cancerígenas foi a monoetanolamina, mas com eficácia relativamente baixa.
Apesar de os testes in vitro não apresentarem os resultados esperados, testes com material in vivo devem ser realizados. Segundo o relatório publicado por responsáveis pelo estudo, uma molécula não citotóxica ou citotóxica em altas concentrações pode apresentar, conforme evidenciam os trabalhos publicados com fosfoetanolamina, potencial antitumoral in vivo, possivelmente por depender de rotas metabólicas para desencadear sua ação. Sendo assim, os resultados preliminares não são definitivos e necessitam de maiores testes.

Os médicos podem receitar a fosfoetanolamina sintética?

A fosfoetanolamina sintética não é um medicamento liberado pela Anvisa e, portanto, um médico não pode prescrevê-la como medicamento. O Conselho Regional de Medicina de São Paulo informou ainda que, caso um médico recomende o uso do produto, poderá sofrer advertência e até mesmo cassação.



OBS: Os relatórios produzidos pelos laboratórios que estudam a fosfoetanolamina são publicados no site do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI). http://www.mcti.gov.br/relatorios-fosfoetanolamina



Fonte:
SANTOS, Vanessa Sardinha Dos. "Pílula do câncer (Fosfoetanolamina Sintética)"; Brasil Escola. Disponível em http://brasilescola.uol.com.br/saude/pilula-cancer.htm

sexta-feira, 27 de maio de 2016

Diabetes Mellitus

O que é Diabetes?

Diabetes Mellitus é uma doença caracterizada pela elevação da glicose no sangue (hiperglicemia). Pode ocorrer devido a defeitos na secreção ou na ação do hormônio insulina, que é produzido no pâncreas, pelas chamadas células beta. A função principal da insulina é promover a entrada de glicose para as células do organismo de forma que ela possa ser aproveitada para as diversas atividades celulares. A falta da insulina ou um defeito na sua ação resulta, portanto em acúmulo de glicose no sangue, o que chamamos de hiperglicemia.


O que é Diabetes Tipo 1?

Em algumas pessoas pouca ou nenhuma insulina é liberada para o corpo. Como resultado, a glicose fica no sangue, em vez de ser usada como energia. Esse é o processo que caracteriza o Tipo 1 de diabetes, que concentra entre 5 e 10% do total de pessoas com a doença.
O Tipo 1 aparece geralmente na infância ou adolescência, mas pode ser diagnosticado em adultos também. Essa variedade é sempre tratada com insulina, medicamentos, planejamento alimentar e atividades físicas, para ajudar a controlar o nível de glicose no sangue.

O que é Diabetes Tipo 2?

O Tipo 2 aparece quando o organismo não consegue usar adequadamente a insulina que produz; ou não produz insulina suficiente para controla a taxa de glicemia.
Cerca de 90% das pessoas com diabetes têm o Tipo 2. Ele se manifesta mais frequentemente em adultos, mas crianças também podem apresentar. Dependendo da gravidade, ele pode ser controlado com atividade física e planejamento alimentar. Em outros casos, exige o uso de insulina e/ou outros medicamentos para controlar a glicose.


Como saber se está Diabético?

O diagnóstico laboratorial pode ser feito de três formas e, caso positivo, deve ser confirmado em outra ocasião. São considerados positivos os que apresentarem os seguintes resultados:

1) glicemia de jejum > 126 mg/dl (jejum de 8 horas)
2) glicemia casual (colhida em qualquer horário do dia, independente da última refeição realizada (> 200 mg/dl em paciente com sintomas característicos de diabetes.
3) glicemia > 200 mg/dl duas horas após sobrecarga oral de 75 gramas de glicose.

O diagnóstico precoce do diabetes é importante não só para prevenção das complicações agudas já descritas, como também para a prevenção de complicações crônicas.


A Importância do Acompanhamento Médico

É importante que o paciente compareça às consultas regularmente, conforme a determinação médica, nas quais ele deverá receber orientações sobre a doença e seu tratamento. Só um especialista saberá indicar de forma correta:

• a orientação nutricional adequada,
• como evitar complicações,
• como usar insulina ou outros medicamentos,
• como usar os aparelhos que medem a glicose (glicosímetros) e as canetas de insulina,
• fornecer orientações sobre atividade física,
• fornecer orientações de como proceder em situações de hipo e de hiperglicemia.

Esse aprendizado é fundamental não só para o bom controle do diabetes como também para garantir autonomia e independência ao paciente. É muito importante que ele realize suas atividades de rotina, viajar ou praticar esportes com muito mais segurança. É importante o envolvimento dos familiares com o tratamento do paciente diabético, visto que, muitas vezes, há uma mudança de hábitos, requerendo a adaptação de todo núcleo familiar.

Exames de Rotina
Há os exames diários que o paciente pode fazer sozinho, medindo sua glicose com os aparelhos chamados glicosímetros, e também as canetas de insulina.
De acordo com a necessidade, as consultas devem ser mensais, bimestrais ou trimestrais. Nas consultas são solicitados os exames que devem incluir a glicemia, a hemoglobina glicada trimestral (que dá a média da glicemia diária nos últimos 2 a 3 meses), função renal anual (uréia, creatinina, pesquisa de micralbuminúria), perfil lipídico anual ou semestral, avaliação oftalmológica anual, avaliação cardiológica. Os demais exames devem ser solicitados de acordo com a necessidade individual do paciente.


Fontes:

terça-feira, 24 de maio de 2016

Os riscos da automedicação


A automedicação é uma das práticas mais comuns nos dias atuais. E muitas vezes é feita devido as dificuldades de se conseguir um médico. Uma pesquisa feita pela Universidade de São Paulo mostrou que 1/3 da população na América Latina não tem acesso a um médico e acabam fazendo uso da automedicação por esse motivo. A automedicação pode trazer vantagens para a população, mas se feita em excesso ou de forma desenfreada, pode trazer prejuízos para o paciente.

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Em muitos casos, a automedicação pode mascarar uma doença mais grave, já que os remédios adquiridos apenas cortam os sintomas e não sua causa. Estima-se que a maior parte de mortes e entradas em hospitais são causadas devido intoxicação causada por medicamentos usados sem prescrição de um médico e a maior causa de mortes se atribui a isso. Nem mesmo os agrotóxicos são capazes de superar os casos de intoxicação devido a essa prática.

Segundo a pesquisa apresentada pela USP, as mulheres são as que mais compram medicamentos sem prescrição, devido ao seu papel cultural na sociedade que é voltado para o lar. Quando se trata de medicamentos para crianças, a maior parte dos entrevistados informou que toma cuidado na escolha e se utilizam de medicamentos que outrora haviam sido indicados pelo médico.

Entretanto, existem algumas medidas que poderiam ser realizadas para a diminuição desse problema, começando com menos tempo em filas de espera e acesso a população mais carente. Por estar tornando-se algo cultural no país, é importante que aja instrução para a população sobre o uso do medicamento e isso é função principal dos farmacêuticos com a chamada atenção farmacêutica.



Fonte: 

sábado, 21 de maio de 2016

Hepatite - Causas , Sintomas e Tratamentos , Problemas de Saúde Pública



A importância das Hepatites Virais como problema de saúde pública levou a OMS (Organização Mundial de Saúde) a criar o Dia Mundial de Hepatite (28 de julho) a partir de 2010, com o objetivo de chamar a atenção do mundo para a prevenção de uma doença que pode evoluir com gravidade em casos agudos e crônicos.

A hepatite viral é um sério problema de saúde pública. Pode evoluir de maneira silenciosa (hepatite B e C) e o portador do vírus pode ser um transmissor da doença sem saber. Casos de hepatite B e C crônicos com muita frequência evoluem paracâncer de fígado e cirrose . A gestante portadora do vírus da hepatite B pode transmitir a doença para a criança no momento do nascimento, porisso a importância de vacinar nas primeiras 12 horas de vida.

A hepatite A é adquirida através de água, alimentos e mãos contaminados.

As hepatites B e C são transmitidas por sangue e relações sexuais.

É uma doença que pode ser prevenida principalmente por vacinas (Hepatite A e Hepatite B) . Outras medidas preventivas importantes: controle do sangue de doadores (hepatite B e C), uso de contraceptivo (hepatite B e C), cuidados com alimentos e água (hepatite A), lavagem freqüente de mãos (hepatite A), uso de alicates personalizados para as unhas (hepatite B e C), uso de seringas descartáveis (hepatite B e C), uso de material descartável em tatuagens (hepatite B e C).

A vacina contra Hepatite A deve ser aplicada na criança e no adulto em duas doses com intervalo de 6 meses entre as doses. Na criança, a primeira dose é aplicada aos 12 meses de vida.

A vacina contra Hepatite B é indicada para todas as faixas etárias em 3 doses. É a primeira vacina do bebê e deve ser dada nas primeiras 12 ou 24 horas de vida; uma 2ª dose deve ser aplicada 1 mês depois e a terceira dose 6 meses após a 1ª dose. Esta vacina só entrou no Programa Nacional de Imunizações (PNI) em 1998 e quem tem mais de 15 anos pode não ter recebido a vacina. A cobertura em adolescentes é baixa, pois não existe uma cultura de vacinar o adolescente. É importante chamar a atenção de pais e profissionais de saúde para os riscos de transmissão nesta faixa etária – início de atividade sexual.

Não existe ainda vacina contra a Hepatite C.

http://prophylaxis.com.br/strong28-de-novembro-%E2%80%93-dia-mundial-da-hepatite/


O que é Hepatites?
Grave problema de saúde pública no Brasil e no mundo, a hepatite é a inflamação do fígado. Pode ser causada por vírus, uso de alguns remédios, álcool e outras drogas, além de doenças autoimunes, metabólicas e genéticas. São doenças silenciosas que nem sempre apresentam sintomas, mas quando aparecem podem ser cansaço, febre, mal-estar, tontura, enjoo, vômitos, dor abdominal, pele e olhos amarelados, urina escura e fezes claras.
No Brasil, as hepatites virais mais comuns são as causadas pelos vírus A, B e C. Existem, ainda, os vírus D e E, esse último mais frequente na África e na Ásia. Milhões de pessoas no Brasil são portadoras dos vírus B ou C e não sabem. Elas correm o risco de as doenças evoluírem (tornarem-se crônicas) e causarem danos mais graves ao fígado como cirrose e câncer. Por isso, é importante ir ao médico regularmente e fazer os exames de rotina que detectam a hepatite. 


Em que caso preciso fazer exame ?

Para saber se há a necessidade de realizar exames que detectem as hepatites observe se você já se expôs a algumas dessas situações:
  • Contágio fecal-oral: condições precárias de saneamento básico e água, de higiene pessoal e dos alimentos (vírus A e E);
  • Transmissão sanguínea: praticou sexo desprotegido, compartilhou seringas, agulhas, lâminas de barbear, alicates de unha e outros objetos que furam ou cortam (vírus B,C e D);
  • Transmissão sanguínea: da mãe para o filho durante a gravidez, o parto e a amamentação (vírus B,C e D)

Existe Tratamento e Cura ??


As hepatites têm tratamento e grande chance de cura.

O tratamento é um pouco duro, mas é tolerável e cura cerca de 50% das pessoas infectadas.

REMÉDIOS

Os remédios aprovados pelos órgãos de saúde para tratamento da hepatite c são 2:

- INTERFERON e

- RIBAVIRINA.

Eles devem ser usados em conjunto.


TRATAMENTO


O Interferon é uma injeção subcutânea, de agulha super fina, que deve ser aplicado 1 vêz por semana.

A Ribavirina é uma cartela de cápsulas e a indicação é de aproximadamente 4 comprimidos por dia. A dose varia de pessoa a pessoa, de acordo com o peso e resistência aos efeitos colaterais que cada um apresenta.

DURAÇÃO DO TRATAMENTO

O protocolo de tratamento prevê uma duração de 6 meses de tratamento para os infectados com os genótipos 2 e 3. Para os de genótipo 1, a duração é de 1 ano.


CUSTO DO TRATAMENTO


Embora o tratamento tenha custo elevado, se comprado por conta (aproximadamente US$ 30.000,00 pelos 12 meses) praticamente todos os pacientes se tratam gratuitamente, com os remédios sendo fornecidos pelo SUS.


COMO CONSEGUIR OS REMÉDIOS DE FORMA GRATUITA


O seu médico tem os formulários necessários para apresentação no SUS. Ele vai preencher para você (peça a ele que faça isso, pois o formulário é burocrático e difícil) e você deverá levá-lo até o posto de entrega de medicamentos que ele indicar.

O pedido deverá ser acompanhado de uma série de resultados de exames que você tenha feito (seu médico vai lhe instruir).